calendario 17/01/2018

IBGE eleva projeção para safra de grãos 2017/2018


IBGE eleva projeção para safra de grãos 2017/2018

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estátistica (IBGE) divulgou nesta quinta, dia 11, o terceiro prognóstico para a safra 2017/2018 de grãos. Em relação à projeção anterior, a entidade elevou a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2,2%, totalizando 224,3 milhões de toneladas. A melhora nas perspectivas se deu graças às boas condições climáticas observadas em dezembro, que proporcionaram impactos positivos, principalmente na soja, milho 1ª safra e arroz - com altas de 3,8%, 3,1% e 2,1%, respectivamente.


Mesmo com a elevação das expectativas, a projeção segue 6,8% menor que o total da safra de 2017. Essa redução deve-se, principalmente, às menores produções previstas para o milho, com queda 15 milhões de toneladas, e a soja, com perda de 2,7 milhões de toneladas. As possíveis variações positivas são: algodão herbáceo em caroço (4,7%) e feijão 1ª safra (5,0%).


Algodão

A produção de algodão é estimada em 4 milhões de toneladas, aumento de 0,2% em relação ao levantamento realizado no mês anterior.


A área plantada e a área a ser colhida aumentaram 0,1% e o rendimento médio aumentou 0,1%. Ao todo, deve ser plantada uma área de 1 milhão de hectares de algodão no país.


A Bahia, segundo maior produtor brasileiro, devendo participar com 22,8% do total a ser colhido em 2018, estima produzir 914,8 mil toneladas.


Para o Mato Grosso, maior produtor do País, a estimativa é de 2,7 milhões de toneladas, aumento de 3,2% em relação ao obtido em 2017.


Esses dois estados devem contribuir com 89,0% da produção nacional de algodão em 2018.


Arroz

De acordo com a nova projeção, a produção de arroz para 2018 será de 11,7 milhões de toneladas, aumento de 2,1% em relação ao levantamento realizado em novembro e redução de 5,9% em relação ao obtido em 2017.


O Rio Grande do Sul, maior produtor de arroz do país, deve participar com 71,0% do total a ser colhido em 2018. A produção estimada é de 8,3 milhões de toneladas, redução de 4,7% em relação a 2017 e a área plantada de arroz também apresenta uma queda (- 2,5%).


Santa Catarina, segundo produtor nacional, estima colher 1,1 milhão de toneladas e um rendimento médio esperado de 7,3 mil quilos por hectare, redução de 4,9% em relação à safra de 2017. Em dezembro este estado manteve as estimativas de novembro.


Café

A estimativa da produção de café em 2018 é de 3,2 milhões de toneladas (53,2 milhões de sacas de 60 quilos), aumento de 14,9% em relação à safra 2017.


Para o café arábica, a produção estimada é de 2,5 milhões de toneladas, ou 41,4 milhões de sacas de 60 quilos, crescimento de 18,6%, representando 77,8% do total a ser colhido de café.


Embora a área plantada e a área a ser colhida apresentem retração de 10,2% e 2,2%, respectivamente, o rendimento médio, de 1,69 mil quilos por hectare, apresenta um crescimento de 21,2%, em decorrência da bienalidade positiva em 2018, pois este tipo de café alterna ano de baixa e ano de alta produção.


Já a produção do café conillon foi estimada em 707,1 mil toneladas, aumento de 3,8% em relação ao ano anterior. Embora a área plantada apresenta retração de 15,7%, o rendimento médio aumenta 2,6%.


Feijão

A estimativa da produção de feijão para a safra 2018 é de 3,4 milhões de toneladas, aumento de 4,2% em relação à safra colhida em 2017. A 1ª safra deve produzir 1,6 milhão de toneladas; a 2ª safra, 1,3 milhão de toneladas e a 3ª safra, 519,6 mil toneladas.


Em relação ao 2º prognóstico, ocorreu uma redução de 0,9% nas estimativas de produção do feijão 1ª safra, com aumentos de 1,5% na área a ser colhida e retração de 2,3% no rendimento médio.


Há expectativas de maiores produções no Piauí, Alagoas, Maranhão, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Reduções são esperadas no Ceará e Espírito Santo.


A área a ser plantada na safra de verão (1ª safra) é de 1,8 milhão de hectares, 0,1% menor que a de 2017. Já na área a ser colhida, estima-se um aumento de 4,0%.


O rendimento médio deve apresentar um crescimento de 0,9%, desde que as condições climáticas favoreçam o desenvolvimento das lavouras, tal como aconteceu na safra 2017.


Os maiores aumentos de produção, em termos absolutos, para essa safra, em relação ao prognóstico anterior, estão sendo informados pelo Piauí, com cerca de 65,3 mil toneladas; São Paulo, 21 mil toneladas e Rio Grande do Sul, 10,3 mil toneladas. O Ceará está informando a maior redução da produção, com 113,6 mil toneladas.


Milho

O terceiro prognóstico de milho em grão estima uma produção de 84,5 milhões de toneladas em 2018, queda de 15,1% em relação à safra de 2017.


A safra anterior foi recorde em decorrência dos aumentos substanciais da área plantada e do rendimento médio, alcançando 99,6 milhões de toneladas, o que eleva a base de comparação para a produção no próximo ano.


Seguindo a tendência dos últimos anos, a 2ª safra deve apresentar o maior volume colhido no país, com aproximadamente 69,2% da produção nacional em 2018, totalizando 57,9 milhões de toneladas, decréscimo de 15,4% no comparativo com 2017.


Já a 1ª safra de milho deve alcançar 26,6 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 14,4% no comparativo com o período anterior.


Quando comparado com à projeção anterior, houve aumento de 3,1% na estimativa de produção, devido, principalmente, ao Rio Grande do Sul, que aumentou sua estimativa do mês anterior em 11,6%, passando de 4,4 para 4,9 milhões de toneladas.


Soja

A terceira estimativa de produção para 2018 totalizou 112,3 milhões de toneladas, acréscimo de 3,8% em relação ao mês anterior e redução de 2,4% em relação à safra de 2017.


A área a ser plantada é de 34,5 milhões de hectares, aumento de 1,2% em relação ao mês anterior e de 1,7% frente a 2017. Apesar da alta de 2,6% no rendimento médio na comparação mensal, em relação ao ano anterior, houve redução de 4,2%, em decorrência das incertezas climáticas durante o ciclo da cultura, ressaltando que, na safra de 2017, houve abundância e regularidade de chuvas nos principais estados produtores, alcançando um recorde histórico de produção para o país. Portanto, constituindo-se numa base de comparação relativamente elevada. O prognóstico de dezembro para a soja foi baseado em 100% de informações de campo.


A tendência de preços mais vantajosos pagos pela soja, em comparação ao milho, deve estimular o plantio da oleaginosa, que tem uma participação prevista em 50,1% da safra total de grãos brasileira.


O Rio Grande do Sul, terceiro maior produtor da leguminosa, estimou uma produção de 17,8 milhões de toneladas, redução de 5,0% em relação a 2017. Comparativamente à informação do mês anterior, a estimativa da produção apresenta crescimento de 21,3%, em decorrência dos aumentos de 16,9% na estimativa do rendimento médio e de 3,9% na estimativa da área colhida.


Goiás foi outro estado que renovou as informações do mês anterior. A produção deve alcançar 10,5 milhões de toneladas, aumento de 0,8%. Contudo, em relação a 2017, a produção goiana deve decrescer 7,5%.


Fonte: http://www.canalrural.com.br/ 

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