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Hybel na revista UNIVERSOAGRO

11 de março de 2013

A força dos pequenos.

Com maior poder de compra, pequeno produtor vira grande nicho de mercado para quem não é gigante na produção de máquinas e implementos agrícolas

Adair Sobczak

Ao falarmos de agricultura familiar, a primeira coisa que nos vem à mente é sua extrema relevância na produção dos alimentos que chegam diariamente às nossas mesas. No entanto, seu contexto vai muito além. A crescente corrida pelo aumento da produção mundial de alimentos, associada às políticas governamentais de estímulo aos pequenos produtores, tornaram a pequena propriedade um grande nicho de mercado para os pequenos e médios fabricantes de máquinas e implementos agrícolas.

Embora disputado também por grandes multinacionais, este mercado se tornou a mola propulsora do desenvolvimento econômico de pequenas e médias fabricantes, que percebem, no pequeno produtor, um grande cliente e importante aliado na briga pela competitividade com as grandes fabricantes.

De acordo com o gerente comercial da Tramontini Máquinas, Docelino Santos, para que as empresas de pequeno e médio porte possam atuar em um cenário cada vez mais competitivo, épreciso buscar nichos disponíveis e de menor interesse aos fabricantes globais. Neste ponto, Santos destaca aspolíticas públicas voltadas aos pequenos agricultores. “O incentivo à produção na agricultura familiar foi, nos últimos anos, a principal sustentação dos pequenos e médios fabricantes de máquinas e implementos”, afirma.

 Atualmente, a Tramontini detém 1% de participação no mercado nacional de tratores com até 75cv, faixa em que atua. “No nosso segmento, o mercado deverá permanecer estabilizado em 2013. O crescimento deverá ocorrer no segmento de equipamentos com faixa de potência superior a 80cv”, diz Santos.

 

Silvio Rigoni, gerente de vendas da Agrale. Foto: Divulgação Agrale

Silvio Rigoni, gerente de vendas da Agrale. Foto: Divulgação Agrale

Líder no nicho dos pequenos

Na opinião de Silvio Rigoni, gerente de vendas da Agrale, em grande parte, o sucesso das pequenas fabricantes está ligado às suas estratégias comerciais, que devem estar sempre focadas em nichos de mercados, como em tratores de pequeno porte, segmento em que a Agrale se tornou líder na fabricação (tratores com até 40cv), com mais de 73% do mercado. “Mesmo atuando num mercado de gigantes multinacionais, a Agrale vem aumentando paulatinamente suas vendas. Em 2012, quando completou seu cinquentenário, a Agrale, empresa de capital 100% nacional, obteve um acréscimo de 14,8% em relação a 2011, enquanto o mercado subiu 6,7%”, revela.

Em janeiro deste ano, a empresa teve um crescimento nas vendas de 46%, mês em que o mercado subiu 28,6%. Esses resultados, segundo Rigoni, foram gerados basicamente em função da melhoria contínua dos produtos e da reestruturação e capacitação da rede de concessionários, além é claro, da crescente demanda por equipamentos, gerada pelas políticas governamentais de incentivo à produção, especialmente, as ligadas à agricultura familiar. “A mecanização agrícola brasileira passa muito pela Agrale, que sempre dedicou atenção especial aos pequenos produtores, ajudando esta importante parcela, que é responsável por 70% dos alimentos que consumimos diariamente”, destaca.

Entre as políticas implementadas pelo governo, Rigoni destaca o programa Mais Alimentos. “Este programa traz prazos longos para pagamentos (10 anos), juros condizentes a atividade exercida (2,0% ao ano) e carência de até três anos, que é fundamental para uma atividade de risco, como agrícola, muito sujeita a fatores climáticos”, observa.

Trator 5075.4 Compact Agrale - Crédito:Julio Soares (2)

Trator 5075.4 Compact Agrale - Crédito:Julio Soares (2)

Em 2012, a Agrale teve uma participação de mercado de 3,7%. Para 2013, com a introdução de novos modelos, a empresa projeta elevar sua fatia de mercado para algo entre 4,8% e 5,0%. Rigoni revela que as estratégias de conquista de mercado estão voltadas não apenas ao mercado interno, mas, também ao potencial revelado em países em franca expansão agrícola na América Latina e no Continente Africano. “O governo federal e os fabricantes brasileiros estão empenhados em levar adiante o programa Mais Alimentos Internacional, que visa levar tecnologia e equipamentos modernos para auxiliar esses países a desenvolverem a agricultura, principalmente a familiar”, observa.

Toda a cadeia é beneficiada

A estratégia de adoção de componentes nacionais na montagem de equipamentos agrícolas ganha fora com o crescimento das montadoras de pequeno e médio porte, o que contribui para o desenvolvimento de inúmeras fornecedoras de peças cresçam economicamente, gerando emprego e renda. É o caso da fabricante de componentes Hybel, cuja planta industrial está localizada em Criciúma, SC.

30 anos no mercado, a Hybel atende aos segmentos agrícola, rodoviário, construção civil móbil e industrial, com unidades de distribuição e de negócios no Brasil e nos Estados Unidos, oferecendo produtos de alta performance para automação dos sistemas hidráulicos. "A importância do setor agrícola para a Hybel é facilmente percebida, uma vez que 75% do faturamento da empresa se origina neste setor”, revela Natália Pascoali Boeira, executiva da Hybel, acrescentando que, para 2013, as projeções são animadoras.

De acordo com Natália, o crescimento das fabricantes de equipamentos agrícolas e das indústrias fornecedoras de peças é reflexo do desempenho do regente principal deste mercado: o agronegócio. “Não é à toa que a Hybel não mede esforços para atender a este grande mercado em constante crescimento, investindo cada vez mais para levar soluções aos agricultores e empresas do setor”, destaca.

Tratores linha 5000 Agrale - Crédito - Marcos Riboldi

Tratores linha 5000 Agrale - Crédito - Marcos Riboldi

Na opinião de Natália, muito se fala que o Brasil é um país agrícola e não exporta tecnologia. “Porém, é preciso considerar que o crescimento da cadeia agrícola vem do know how e tecnologia que a indústria especializada oferece a este setor. Portanto, temos sim tecnologia avançada no país capaz de impulsionar a produção de alimentos”, destaca a executiva, comentando que a Hybel tem investido em tecnologia, robotização e automação para garantir a fabricação de peças mais leves e com limite de pressão superior aos disponíveis às indústrias.

Políticas públicas ajudam, mas podem melhorar

 

Nesse despertar dos pequenos, Rigoni, gerente de vendas da Agrale, elogia o Programa Mais Alimentos, mas comenta que seria importante aperfeiçoar ainda mais o programa, criando mecanismos para que mais agricultores familiares tenham acesso ao crédito. “Assim, eles poderiam passar da fase de produção de subsistência para a produção de excedentes. Com isto, agregaria renda e fixaria o pequeno produtor cada vez mais ao campo”, destaca.  Para Docelino Santos, da Tramontini,  Nesse despertar dos pequenos, Rigoni, gerente de vendas da Agrale, elogia o Programa Mais Alimentos, mas comenta que seria importante aperfeiçoar ainda mais o programa, criando mecanismos para que mais agricultores familiares tenham acesso ao crédito. “Assim, eles poderiam passar da fase de produção de subsistência para a produção de excedentes. Com isto, agregaria renda e fixaria o pequeno produtor cada vez mais ao campo”, destaca.

Para Docelino Santos, da Tramontini,   a necessidade de criação, para os próximos anos, de um modelo de acesso ao crédito para os agricultores que atualmente não podem acessar a rede bancária. “Muitos pequenos agricultores não conseguem dar as garantias para que seu crédito seja aprovado nos Bancos. Nas regiões Norte e Nordeste esse é o maior empecilho ao desenvolvimento da agricultura familiar, o que a faz estar no nível da subsistência”, aponta.

Esta afirmação de Santos, de certa forma, é mais um indicativo para que haja alteração nos critérios de financiamento de programas governamentais, como Mais Alimentos, para que possibilite a aquisição de tratores com potência superior a 80cv, o que vem sendo reivindicado pelas fabricantes. Santos complementa dizendo que também entraves em relação ao acesso das pequenas fabricantes ao mercado externo. O regime de enquadramento não as diferencia das grandes empresas. “Há necessidade de algum incentivo do governo para os pequenos fabricantes, pois esses não têm a mesma estrutura comercial e pós-venda que as empresas globais. Assim, dificuldade em poder participar de mercados internacionais, uma vez

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